domingo, 7 de agosto de 2016

Ódio e direitos trabalhistas

Michel Temer foi eleito vice na chapa do PT. Duas vezes. Ele traiu Dilma para assumir o poder e não é continuidade do projeto político eleito em 2014. Sua ilegitimidade está exatamente em implantar um projeto (Ponte para o Futuro) que não disputou votos. 

Enquanto, muitos ainda culpam Dilma - até pela extinção dos dinossauros - o PMDB e Temer querem mexer nos direitos trabalhistasA flexibilização das leis significa fortalecer o patrão e enfraquecer  o empregado. Organizações fracas ficarão reféns do poderio empresarial. 

O ataque aos direitos do trabalhador, conforme O Globo, deve atingir a jornada de trabalho de oito horas diárias, a jornada de seis horas para trabalho ininterrupto, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e ainda: férias, 13º salário, adicional noturno e de insalubridade, salário mínimo, licença-paternidade, auxílio-creche, descanso semanal remunerado e FGTS. 

A inteligência do brasileiro - com exceção a da elite porque esta promove Temer no avanço contra os direitos do trabalhador, com apoio de setores importantes do judiciário e da mídia tradicional - não pode ser menor que o ódio a um partido político. 

O ódio ao PT, nutrido por parte da classe média conservadora, não pode custar direitos como férias, 13º salário, adicional noturno e de insalubridade, salário mínimo, licença-paternidade, auxílio-creche, descanso semanal remunerado e FGTS. 

O ódio não faz bem à saúde e, pelo visto, é ainda pior para os direitos trabalhistas.

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