segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Mais à esquerda do que nunca

Com o massacre da esquerda nas eleições municipais deste ano, os partidos progressistas precisam fazer uma reflexão profunda.

A defesa de um projeto político deve ser feita sempre e não apenas durante as eleições.

- as políticas sociais como Fies, Bolsa Família e Cotas;
- os investimentos sociais para os mais pobres; 
- o fortalecimento do SUS e da educação pública; 
- a manutenção de estatais estratégicas como Petrobrás;
- o ensino superior público e gratuito;
- a não adoção de projetos autoritários como Escola sem Partido;
- o estado laico;
- o casamento gay;
- o debate sobre a ideologia de gênero;
- a função social da propriedade e todas as formas de família;
- a descriminalização das drogas; 
- o direito da mulher ao aborto;
- a não pena de morte; 
- o desarmamento da população;
- a construção de mais escolas.

O Brasil endireitou e eu estou à esquerda mais do que nunca!

Acho que vou endireitar

Com o massacre da esquerda nas eleições municipais deste ano, acho que vou endireitar e passar a defender:

- o fim de políticas sociais como Fies, Bolsa Família e Cotas;
- o congelamento de investimentos sociais; 
- a privatização do SUS e da educação pública; 
- a privatização de todas as estatais;
- a cobrança de mensalidade no ensino superior público;
- a Escola sem Partido;
- a política com religião;
- o fim do casamento gay;
- o fim da ideologia de gênero;
- a propriedade e a família tradicional;
- a não descriminalização das drogas; 
- o não direito ao aborto;
- a pena de morte; 
- o armamento da população;
- a construção de mais presídios. 

Credo! O Brasil pode ter dado uma guinada à direita, mas me afirmo à esquerda mais do que nunca! 

Se você endireitou, não reclame da exclusão social que você vai ajudar a promover nos próximos anos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

De volta aos anos 1990

O nome do tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC) entrou no radar para um mandato tampão, em caso de eleição indireta, se a chapa Dilma-Temer for cassada, pelo TSE, a partir de janeiro. 

Considerando o viés direitista assumido pelo PSDB, que jurou sabotar a presidenta Dilma, após a reeleição em 2014, nada mais natural o nome de FHC, que ajudou a construir o caos atual.

Com o congelamento de investimentos da PEC 241 em saúde, educação e assistência social, fica ainda mais plausível o nome do ex-presidente para a presidência. 

Voltamos aos recessivos e miseráveis anos 1990. Mapa da Fome, FMI, inflação e desemprego altos, exclusão social... aí voltamos nós. O Brasil amarelo-CBF agradece.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Poderes podres


Foto: reprodução Blog do Fernando Rodrigues.

O presidente do Senado, Renan Callheiros, defende o Senado contra os juízes de primeira instância. 

A presidenta do STF, Cármen Lucia, defende o Judiciário contra o ataque do senador Renan Calheiros.

O "presidente" Michel Temer tenta apaziguar os outros dois poderes e recebe um não de Cármen Lúcia. 

Michel Temer chegou ao poder depois de trair Dilma, para agradar a elite financeira do país.

Cármen Lúcia é a nova namoradinha do Brasil por dizer o que a plateia quer ouvir.

Renan Calheiros... bem! sua ficha corrida dispensa apresentações.

Os três tentam salvar a imagem de seu poder, em um corporativismo que ajuda somente a corporação.

Executivo, Legislativo e Judiciário atiram para todos os lados.

Enquanto isso... a PEC 241 vai tirar investimentos bilionários da saúde, educação e assistência social, mas mantendo os privilégios do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Temer, Calheiros e Lúcia tentam salvar a imagem dos poderes que comandam, mas nunca serão o mesmo depois do impeachment sem crime de responsabilidade.

Os três poderes são mais parecidos do que Temer, Calheiros e Lúcia gostariam.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Inquietudes (343) do Rei

Do senador Renan Callheiros = PMDB
“Tenho ódio e nojo a métodos fascistas. Como presidente do Senado, cabe a mim repeli-los. Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra qualquer poder”.

Do senador Aloysio Nunes = PSDB 
“O juiz Moro, que se acha o superego da República, tem que dizer quais artigos do projeto da lei do Abuso do Poder, impedem a ação da Justiça.”

PMDB e PSDB aplaudiam e incentivavam cada ação espetaculosa contra Dilma, Lula e o PT. Justiça seletiva é boa para atacar os outros. Justiça parcial é necessária para atacar os outros.

Juiz de primeira instância no olho dos outros é refresco!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Inquietudes (342) do Rei

O PMDB caminha para experimentar o remédio que serviu à Dilma. O ilegítimo não interessa mais? Se o governo Temer desse certo, o PSDB seria fiador. Dando errado - ao que tudo indica - Gilmar Mendes - o supremo de sempre - deve deixar, para 2017, a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Eleição direta. E o tucanato agradece. E você achava que isso era só uma teoria de conspiração dos que usam vermelho-comunista. Há!

Sobre certo e errado; língua e opressão

É triste, em um debate, quando alguém desqualifica seu interlocutor porque este usa variantes linguísticas consideradas erradas pela gramática normativa. Quem faz isso, ataca o outro por puro preconceito linguístico, que é uma extensão do preconceito social. Quem corrige a fala do outro, acha que sua fala é correta, melhor e mais bonita.

O que essa gente não sabe, é que nem ela fala a língua padrão, aquele sistema - pretensiosamente - ensinado nas aulas de Língua Portuguesa. Nem o professor domina o padrão. O que há são variedades faladas por diferentes segmentos. Os mais escolarizados falam a variedade culta e os menos, a variedade popular. 

Tanto que é possível perceber alguém corrigindo quem fala “errado”, usando expressões “erradas”. Na última semana, um promotor público de Londrina disse preferir adolescentes na biqueira do que estarem em uma escola ocupada. O promotor é ninguém menos que o promotor da Vara da Infância e da Adolescência, Marcelo Briso Machado. 

A fala do promotor, sobre preferir adolescentes na boca de fumo, repercutiu muito no final de semana e, neste texto, interessa um aspecto mais sutil que se revela também preconceituoso. Em dado momento, o promotor corrige um estudante dizendo que não se trata de câmera, mas de Câmara dos Vereadores. 

Além disso, o promotor público disse que prefere uma coisa do que outra. Pela gramática, quem prefere, prefere alguma coisa a outra coisa. Então, o promotor deveria falar que prefere adolescentes na biqueira a estarem em uma escola ocupada. Quem corrige também “erra”, não é mesmo?

No contexto em questão, o “erro” do promotor e a correção ao aluno não fazem a menor diferença, apenas revelam a noção de superioridade consolidada socialmente por aqueles que dominam mais o uso das variantes linguísticas da linguagem culta. No entanto, esse tipo de correção ganha adeptos. Em um post do vídeo do promotor que viralizou, um internauta ironiza a molecada que fala “noiz foi” e “noiz vai”. “Está faltando aulas nas escolas”, diz o internauta.  



Isso mesmo. Quem corrige a fala do outro, também fala “errado”. Estão faltando aulas nas escolas. Além disso, ele escreve que não tem procuração “pra defender”. Muitos gramáticos atestam que o “mais correto” é para e pra deve ser usado apenas em situações informais, na fala e não na escrita. Pode ainda ser criticado o gerúndio “está faltando”, cujo gerundismo é considerado, pelos puristas da língua, um vício de linguagem.

A ideia de “certo” e “errado” na Língua Portuguesa é antiga e usada como instrumento de opressão social, para desqualificar quem não usa as variantes de prestígio. Quanto maior a classe social de quem fala, maior o prestígio; quanto mais baixa, mais estigmatizada. Portanto, o preconceito linguístico nada mais é que uma extensão do preconceito social.

O “certo” e o “errado” são vendidos pelos normativistas e gramáticos de plantão que ocupam espaços privilegiados nos meios de comunicação, que vivem ensinando receitinhas de “como falar melhor”. Prestariam um serviço à sociedade, se vendessem como projeto a necessidade daqueles que dominam o nóis vai precisar dominar, também, o nós vamos. O ensino da língua deve valorizar o que o estudante domina, para que possa dominar outras variantes e não estigmatizá-lo de não saber o português.

Assim, essa pessoa pode – com repertório maior – utilizar as variedades linguísticas conforme pedem os contextos e as situações; e não para aprender a falar melhor porque ele não sabe o português. Todo mundo fala a sua língua, em sua variedade e comunidade de fala. E isso faz parte da sua identidade.  Fora disso, é preconceito que gera discriminação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Era uma vez... a unanimidade

A unanimidade do juiz Sérgio Moro, na mídia tradicional, sofreu mais um safanão. Neste final de semana, editorial da Veja diz: "Toda autoridade precisa ser vigiada, contida nos excessos, precisa saber ouvir críticas, servir a quem lhe paga o salário." No último dia 11, foi Rogério Cezar de Cerqueira Leite, membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, que defenestrou o método do juiz paranaense.

Estaria a mídia tradicional em um surto de defesa do estado democrático de direito, depois de incentivar sua agressão ao publicar informações vazadas ilegalmente, não questionar condução coercitiva irregular e prisão para forçar delação premiada, pelos agentes da Lava jato? 

Revista e jornal teriam aderido às críticas aos excessos do Ministério Público (MP) e do Judiciário? Moro teria cumprido seu papel com a derrubada de Dilma e o encolhimento do PT? A Lava Jato pode atrapalhar os planos de Temer no massacre ao estado de bem estar social? Essaporra da Lava Jato, conforme o senador Romero Jucá, está cada vez mais perto de ser estancada?

Veja reclama do poder demais de setores do MP e do Judiciário. Não esqueçamos que foi a mídia tradicional que fez coberturas espetaculosas para cada operação da Lava Jato, tendo provas, apenas indícios ou sem provas e muita convicção. 

A própria Veja deu várias capas para Moro, enaltecendo seu combate à corrupção (do PT). Em imagem retocada digitalmente, Moro surge - na Retrospectiva de 2015, com cara de super-herói. Não é à toa que o juiz de primeira instância pode muito, afinal "ele salvou o ano".



Moro já defendeu o uso de provas ilícitas desde que conseguidas de boa fé, seja lá o que boa fé signifique. É neste clima - de que a Lava Jato pode muito, talvez tudo - que Moro recebeu, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, aval para não seguir os ritos legais dos processos comuns. 

Intocáveis

Em outro exemplo de como a mídia tradicional confecciona heróis e messias, o jornal Folha de São Paulo, em abril de 2015, chamou os procuradores da Lava Jato de "Os Intocáveis". Intocável não pode ser tocado e estaria acima da legislação? 


Procuradores e juízes acreditaram que são intocáveis e a agressão às garantias e liberdades individuais também são promovidas por quem deveria protegê-las. Quem foi mesmo que deu poder demais a esses setores, agora criticados?

sábado, 15 de outubro de 2016

Inquietudes (341) do Rei

Então... você discorda da ocupação das escolas públicas, ataca as entidades que defendem os professores e é contra greve da categoria. Depois, vem parabenizar os professores pelo dia 15 de outubro. Tome seu parabéns de volta porque ele é falso! Há!

Parabéns, prófi!

Charge: Jorge Braga.

Parabéns, prófi, por ser professor de todas as profissões do mercado, mas não ser valorizado pelo próprio mercado.

Parabéns, prófi, por ser professor para transformar a realidade e enfrentar muitos que não querem que a realidade seja transformada.

Parabéns, prófi, por ser professor de crianças e adolescentes cujos pais querem que os filhos aprendam, mas reclamam que os filhos aprendem o que não querem que aprendam.

Parabéns, prófi, por ser professor e ser parabenizado, no Dia do Professor, por quem é contra a greve da qual você participa por melhores condições salariais e de trabalho.

Parabéns, prófi, por ser professor em tempos de “Escola sem Partido”, cujos partidários perseguem aqueles a quem acusam de ter partido.

Parabéns, prófi, por ser professor em um país que valoriza o professor somente no Dia do Professor.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Duas notas sobre a PEC 241

Apartidarismo
Então... você - apartidário e apolítico - se vestiu de amarelo-CBF para exigir mais saúde e educação e apoiou o impeachment de Dilma. Ela precisava sair porque muitos brasileiros morriam nos hospitais públicos por falta de atendimento; crianças estavam fora das escolas. Agora, Temer congelou os gastos públicos por 20 anos (isso não inclui os juros para o sistema financeiro). O Brasil terá menos recursos para saúde, educação e mais mortes. Parabéns pelo seu apartidarismo.

Populismo
Congelar gastos federais, para muitos, é evitar o "populismo" com dinheiro público em programas sociais. Reparou que quem defende a PEC 241, portanto Temer, tende a ser contra programas como Bolsa Família; Minha Casa, Minha Vida; Fies; Prouni; Cotas Públicas e outros? A mesma reação contra esses programas não é registrada quando Temer mantém os juros para o sistema financeiro e nem pensa (como Dilma não fez) em taxar grandes fortunas, heranças ou cobrar imposto de renda progressivo dos mais ricos. Governo que investe em povo é populista e governo que investe em ricos, mantendo seus privilégios, é o que?

domingo, 9 de outubro de 2016

Política da pobreza


Reportagem do jornal O Globo, deste domingo, profetiza que até 2025 o número de pobres no Brasil vai aumentar em um milhão de famílias.  A crise brasileira, que é fruto internacional, atingiu o país anos atrás e foi agravada em 2015, pelo governo da presidenta Dilma com um ajuste fiscal desastroso, mas não foi só isso.

Nesta conta, deve ser debitado o impeachment de Dilma, cujo processo parou o país. Todos sabem – podem não admitir – que essa é uma responsabilidade do senador tucano Aécio Neves que perdeu as eleições de 2014 e não aceitou o resultado das urnas. O tucanato apostou na aventura que, agora, cobra seu preço. 

Eduardo Cunha foi patrocinado pela oposição para chegar à presidência da Câmara tocar o processo de afastamento da presidenta eleita. Setores da elite, como o mercado financeiro, apoiaram moral e financeiramente o impeachment. Para destruir Dilma, Lula e o PT, vale destruir o Brasil, mas não para todos.

Indigentemente, a reportagem de o Globo diz que a pobreza vai aumentar, mesmo com a retomada do crescimento. Se há retomada de crescimento por que haverá aumento de famílias pobres? Simples. O crescimento vai excluir a maioria para perpetuar os privilégios da minoria de sempre.

Muita gente – inocente ou tonta – acreditou que o problema era Dilma e o PT e que com o afastamento dela, tudo seria resolvido.  As medidas de Michel Temer mostram e provam que seu governo é voltado para quem o ajudou a sentar na cadeira da presidência, depois de conspirar e trair Dilma.

O que esperar de um governo que entrega o pré-sal às empresas estrangeiras, ao mesmo tempo em que quer limitar gastos com educação e saúde? O que esperar de um governo que quer 65 anos de idade mínima de aposentadoria e 70 anos para benefícios sociais, ao mesmo tempo em que mantém uma política de juros que alimenta os especuladores? 

O que esperar de um governo que quer flexibilizar as leis trabalhistas, extinguindo conquistas importantes, ao mesmo tempo em que recebe de braços abertos o Fundo Monetário Internacional (FMI) para ditar regras de ajuste fiscal e controle de gastos. E você continua achando que político é tudo igual, não é mesmo?

Não espere que a grande imprensa faça esse raciocínio porque seria dar a Temer o merecido destaque no aprofundamento da crise econômica. Lembra-se que ele pediu – ainda na interinidade – um aumento no déficit fiscal de R$ 70 para R$ 170 bilhões e foi atendido pelo Congresso? Dinheiro que usou para distribuir aumentos para o funcionalismo, inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vez de pacificar o Brasil, Temer aumentou o abismo social, recrudescendo ainda mais a polarização política.  E os donos da mídia não podem responsabilizar o parceiro que ajudaram a colocar no lugar da Dilma. Por isso, a “culpa” pelos pobres voltarem ao lugar de onde saíram será do modelo econômico implantado por Lula em 2006.

__O problema nos próximos anos, segundo Pitoli*, é que a “fórmula mágica” que permitiu a ascensão dos mais pobres entre 2006 e 2012 — com expansão do consumo das famílias no dobro da velocidade do PIB e ampla criação de vagas para mão de obra menos qualificada em comércio e serviços — não deve se repetir. [*Adriano Pitoli, economista, autor do levantamento e diretor da área de Análise Setorial e Inteligência de Mercado da Tendências.]

A política da pobreza está ligada às prioridades dos políticos de plantão. Opta-se por excluir em vez de incluir. Opta-se por tirar em vez de dar. Opta-se por dividir em vez de somar. Enquanto a maioria paga a conta, a minoria continua com seus privilégios intocados, inclusive, procuradores, juízes e delegados da Polícia Federal que ajudaram a criminalizar a política. 

Afinal, em política todo mundo é igual e ninguém presta, não é mesmo? Enquanto a política da pobreza se expande, a pobreza da política se consolida, inclusive a do eleitor. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Inquietudes (339) do Rei

Muitos - incluindo instituições e empresas por interesse meramente publicitário - se vestem de rosa para incentivar o diagnóstico do câncer de mama, mas defendem o estado mínimo. 

São pessoas e organizações que apoiam políticos e partidos que defendem a redução das políticas públicas e ajudam a detonar o Sistema Único de Saúde (SUS), programa no qual muitas mulheres vão tratar a doença. 

O que fazer depois de ajudar a diagnosticar o câncer de mama? Bem, isso é outro problema e não é nosso, não é mesmo?  

Rosa, mas cinzento


Juiz do STF ataca a liberdade de expressão perseguindo seus críticos em redes sociais. 

Juiz gaúcho proíbe imprensa de registrar o voto de Dilma, mas FHC não recebe o mesmo tratamento da Justiça Eleitoral.

Juiz de primeira instância recebe aval do Tribunal Regional Federal para não cumprir a lei quando investiga quem não cumpre a lei.

Juiz que anulou o julgamento do massacre do Carandiru, condenou homem que roubou chocolates.

Para muitos, a escola deve ser partido, mas a população não se incomoda com a partidarização do Judiciário.

O retrocesso às garantias e às liberdades individuais se traveste de legalidade, sendo promovido também por quem deveria fazer cumprir a lei.

E vai piorar.

O Ministério Público - isso mesmo o MP - quer proibir manifestações contra Temer em colégio do Rio de Janeiro. 

Policias militares agridem manifestantes em eventos que defendem pautas da esquerda, mas tiram fotos com manifestantes quando o protesto é da direita

Jornalistas perdem o emprego por terem posições mais progressistas e menos conservadoras, em um setor - a imprensa - em que predomina o pensamento único.

O outro é rosa, mas 2016 continua cinzento.

Crédito da imagem: reprodução Ensinar História.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Após as urnas

Charge: Duke

Um político - que não acredita haver racismo no Brasil - valoriza as políticas de igualdade racial?

Um político - que não acredita haver feminicídio no Brasil - implanta políticas de combate à violência contra a mulher?

Um político - que acredita que a mulher deve ter salário menor que o do - enaltece a igualdade de gênero?

Um político - que acredita que o cidadão tem de vencer por mérito e esforço pessoal - defende medidas de inclusão social e de combate à pobreza?

Um político - que não acredita que o gay é assassinado por se gay - luta contra a homofobia?

Um político - que acredita no livre mercado e na concorrência – admira as políticas públicas?

Um político – que não reconhece nem respeitas as diferenças – promove a equidade?

Continue criminalizando a política e os políticos serão cada vez piores, com as bênçãos do voto, que já teve mais valor.