sábado, 4 de março de 2017

O Brasil do escárnio atual

é aquele onde o goleiro Bruno, condenado por mandar matar a ex-namorada, é solto pelo STF e presos – sem julgamento – continuam presos.

é aquele onde o goleiro Bruno, condenado por mandar matar a ex-namorada – depois de solto – é assediado para selfies por fãs, muitos dos quais dizem ter Deus no coração, defender a vida e são contra a violência contra a mulher.

é aquele onde segurança pobre de lanchonete espanca adolescente de 13 anos que – por causa da fome – abordava clientes – por uma esfiha.

é aquele onde político corrupto aponta a corrupção do outro.

é aquele onde a justiça tem decisões diferentes para crimes iguais, atuando conforme a cara e a posição político-ideológica do acusado.

é aquele onde a população vai para as ruas, derruba governo acusado de corrupção e coloca no poder outros acusados de corrupção.

é aquele que indica – para o cargo mais alto da diplomacia – um político agressivo sem trato diplomático.

é aquele onde – para defender a democracia – apoia político adorador da ditadura militar, da tortura e que promove o racismo, a homofobia e o sexismo.

é aquele onde cidadão de bem faz discurso de ódio e incita a violência contra seus adversários políticos.

é aquele onde pastor, indiciado por safadeza em esquemas de corrupção, ataca a “safadeza” da Disney por apresentar um beijo gay em desenho animado.

Pensando bem... o escárnio no Brasil não é tão atual assim, visto que esse tipo de situação não nasce de um dia para outro.

O escárnio era latente e floresceu porque encontrou condições no Brasil atual.

A grande questão é: o que o Brasil atual fará com o seu escárnio?

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